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O natal, os enfeites e a intencionalidade educativa

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  O que diferencia um Educador de Infância de outro profissional pode resumir-se, entre outras, a duas palavras: INTENCIONALIDADE EDUCATIVA.   O Natal está a chegar e é natural que o espírito natalício invada as creches, os jardins-de-infância e as escolas: pela voz das crianças, dos educadores… pela sociedade que já respira Natal.   Enquanto educadores, cabe-nos atribuir uma intencionalidade àquilo que fazemos com as crianças ou pretendemos que façam: trabalhar o Natal com objetivos pedagógicos e não meramente decorativos – por muito que a decoração até possa e tenha que acontecer!   O problema não é a decoração, mas sim a forma como ela surge nas salas e é apresentada às crianças (quando é apresentada!). Ainda que possamos assumir que o Natal seja um interesse dos mais pequenos, importa que as nossas práticas tenham uma intencionalidade maior do que transformar a sala num atelier de construção de coisas e coisinhas natalícias para “enfeitar”. Coisas e coisinhas tai...

ENSINA-ME A BRINCAR: Carta de uma criança atarefada.. ada ada ada!

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Gosto de ti. Quero começar por dizer-te que... gosto tanto de ti! Não é da mesma forma que gosto do meu pai ou da minha mãe, do meu cão ou do meu gato, nem será da mesma forma que gosto do meu peluche preferido ou da fralda à qual me agarro todas as noites antes de adormecer. Gosto de ti de uma forma diferente. Um gostar diferente num amor desmedido. Gosto de te ver todos os dias atarefado/a, de um lado para o outro e de um outro para o lado, com atividades, tarefas e experiências que religiosamente preparas para mim e para os meus amigos. Preocupas-te tanto connosco. Todos os dias tens algo novo para me oferecer. Contigo aprendo tanto! Lembras-te daquela atividade em que tivemos de escrever uma história sobre o sapo e o rato? Depois pediste-nos para desenhar a história. Eu fiz um desenho e tu disseste-me “Que lindo”. Aliás, tu dizes sempre “Que lindo”. E eu gosto quando me dizes “Que lindo!”. Contigo começo sempre o meu dia a 120km/h em rotinas e marcações, com cr...

Carta aberta de um Educador de Infância: Quando as crianças me ralham!

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Elas ralham-me. Todos os dias, sem exceção, as crianças ralham-me. Ralham-me quando não as ouço. E eu até gosto de as ouvir. Mas às vezes há coisas mais importantes para fazer ou papéis para preencher. Ralham-me quando sugiro que se sentem com a entoação do verbo “mandar”. Ralham-me quando não como os bolos de plasticina que meticulosa e delicadamente preparam para mim… porque, segundo eu próprio, os bolos fazem mal à barriga. Ralham-me quando não me sento a ler-lhes uma história. Não, não é isso… histórias eu leio, todas as semanas, todos os dias… estou a falar daquelas histórias ouvidas ao colo… aconchegados no conforto e na simplicidade de uma biblioteca, ao som da melodia de um terno abraço. Ralham-me quando não lhes desperto aquele gosto pela leitura… aquele gosto que tão poucos reconhecem e tantos desconhecem! Ralham-me quando lhes digo que sim, só porque sim e lhes digo que não, só porque não. Ralham-me quando não lhes explico ou lhes dou uma ra...