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O mais importante da Infância é não fazer nada!

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Hoje (e ontem) olhei para ti, mais uma vez. Gosto tanto de olhar para ti! Ver-te brincar. Oh, como gostas de brincar! Estavas feliz... Hoje (e ontem) estavas agradavelmente feliz. Hoje (e ontem) lembraste-me de algo. Algo que sei… mas receio esquecer. Pelo tempo… pela idade… pelas pessoas… Uma sala de jardim-de-infância nunca pode ser edificada dentro de quatro paredes.  E os seres humanos não se formam dentro dessas quatro paredes.  Hoje não te vou dizer: Não te sujes! Hoje não te vou dizer: Senta-te! Hoje não te vou dizer: Escreve! Hoje vou dizer-te: Brinca! Ou então: Faz o que te apetecer! E há dias em que não te apetece fazer nada... E hoje foi o dia! E ontem... E anteontem... E será aman...

Hoje foi o dia!

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A propósito do Encontro de Educadores de Infância em Vila Nova de Gaia ,  no dia 18 e julho de 2015... Hoje foi o dia! É tão bom reencontrar (e encontrar) pessoas que nos são, de certa forma, tão próximas. Pessoas que, na realidade, já conhecemos há anos, mesmo que cronologicamente esta verdade esteja errada! Hoje foi dia de pôr em comum, de construir e desconstruir em conjunto. De pensar,  repensar e voltar a pensar. Mas, acima de tudo, foi dia de conversar. E falamos sobre quê? Dizer “de tudo” não chegaria para descrever a imensidão de reflexões que foram feitas. Hoje, mais uma vez, alargamos a roda, numa perspetiva de que estará sempre aberta, pronta para receber todos aqueles que a nós se queiram juntar. Não sabemos muito bem para quê, não sabemos muito bem como, nem sabemos muito bem até onde iremos. Mas sabemos o porquê: gostamos de mais da Educação de Infância – e é isto que nos une! Hoje foi dia de perceber que cada um de nós po...

Hoje não me apetece!

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                                                                                                          (Bruegel - 1560) Hoje não me apetece! Hoje não me apetece ir para a escola. Infelizmente tive que ir. Mas vou fazer uma birra, daquelas que tu não aguentas ouvir. Sim, vou-te fazer levar as mãos à cabeça e dizer palavrões em pensamento só porque, hoje, não me apeteceu vir para a escola! Hoje não me apetece ficar sentada. Eu vou deitar-me quando me apetecer. E vou rebolar pelo chão imaginando que estou a descer a Serra da Estrela. E vou levantar-me. E vou vaguear pela sala… E vou obrigar-te a dizer o meu nome mais vezes do que aquelas em que eu digo o teu. E olha que eu digo o teu muitas vezes… Mas…...

Convite aos Educadores de Infância

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Hoje não vos trago nenhuma carta aberta. Também optei por não trazer nenhum manifesto. Hoje venho fazer-vos um convite, apenas um convite. Faço parte de um grupo de Educadores de Infância que passou, literalmente, da teoria à prática. Temo-nos reunido, um pouco por todo o país, e com uma certa regularidade, para pensar e refletir a Educação de Infância. Já estivemos duas vezes em Coimbra, também em Lisboa, e agora chegou a vez de refletirmos com os Educadores do Norte.  Deixemos por uma manhã a reflexão virtual. Venham ter connosco, para que todos possamos Pensar a Educação de Infância, mas desta vez presencialmente.  Dia 18 de Julho, a partir das 10h, na Junta de Freguesia da Afurada, juntem-se a nós num Encontro de Educadores de Infância - Vila Nova de Gaia  . É um encontro informal, que se prevê que seja recheado de partilhas!  Aos que não puderem estar presentes, continuem a acompanhar-nos no grupo Envolve-te!...

Carta aberta de um Educador de Infância: Desculpa aos 25!

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Termina um ano letivo… É tempo de pensar e repensar. É tempo de redefinir e transformar. É tempo de pedir desculpa… de vos pedir desculpa! Em meu nome (e em nome de todos!), quero pedir-vos desculpa! Por todas as vezes em que estive adormecido. E por todas em que fui um educador, literalmente, aborrecido! Por todas as vezes em que cumpri uma planificação tão rígida, que em nada dignificava o vosso “Estatuto de Criança” nem o meu “Estatuto de Educador de Infância”. Por todas as vezes em que não estavam predispostas para aquela aprendizagem que resultava daquele processo de ensino… E eu insistia! Por todas as vezes em que não tive coragem para enfrentar os meus fantasmas, aqueles reais (em forma de gente!) que me acompanharam dia após dia, e fui-me acomodando, dia após dia. Por não ter coragem para pensar em vocês! Talvez eu é que esteja naquela fase que Piaget definiu como “Egocentrismo”. Por todas as vezes em que preferi escutar o colega da porta do lado em...

Ela não sabe brincar. E a culpa é tua!

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Tu não gostas de brincar!   Ontem decidi parar os meus afazeres “inerentes à profissão” para te observar enquanto brincavas. Limitei-me a observar-te. Sei que tinha imensas coisas planeadas para fazer contigo e com os teus amigos… Mas ontem limitei-me a observar-te a brincar.    E senti-te triste. Estavas tão triste.    Continuei a observar a tua simplicidade. O teu olhar ternurento, puro e sincero, revelava uma imensa tristeza.     Depois de pensar refleti. Qualquer profissional deve refletir sobre o que observa. Depois de refletir avaliei. Fiquei espantado com as conclusões a que cheguei.    É facto que todas as crianças são diferentes, que não têm os mesmos interesses nem as mesmas necessidades. E isto é (praticamente) um dogma no que à Educação de Infância diz respeito. Pelo menos é isto que escrevemos nos nossos projetos pedagógicos. Mas tu não foges à regra e também és diferente.    Tu não gos...

Manifesto contra o colega da porta do lado!

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Somos Educadores de Infância, seres perfeitos e imaculados, sem defeitos. Até ao momento em que o colega da porta do lado bate à nossa porta. Normalmente o colega da porta do lado é, um tanto ou quanto, estranho. Literalmente estranho. Muito estranho.      O colega da porta do lado está sempre a criticar o nosso trabalho. Acredito que seja limitado no pensamento. No seu dicionário só deve constar uma palavra: “Defeitos”. Ou, na melhor das hipóteses, talvez sejam duas: “Colocar Defeitos”.      O colega da porta do lado diz-me para experimentar outros caminhos. Mas que caminhos? Na Educação de Infância cada educador escolhe o caminho que considera mais adequado (e nisto o colega da porta do lado até concorda comigo, tenho de admitir). É por isto que escolho o meu caminho. Eu aprendi assim. E eu até tenho mais tempo de serviço.      O colega da porta do lado diz que eu devo ter a porta aberta, em todos os sentidos, literal e figurat...